Moonlight Benjamin

Sucesso internacional da World Music, Moonlight Benjamin é a mais recente cantora agenciada, para Portugal, pela ALG Eventos. Saiba um pouco mais sobre esta artista no texto abaixo e ouça alguns dos seus mais recentes êxitos. 

INTRO 

"A nova rainha do rock vodu."
“Guitarras como armas e uma intensa febre caribenha.”
"Um pouco de vodu haitiano inspirado pelos The Black Keys, The White Stripes ou Dr John..."

 

A fusão poderosa e original entre melodias e ritmos vodu caribenhos e o blues rock norte-americano dos anos 70; o choque entre a voz poderosa e rebelde de Moonlight e a tensão das guitarras saturadas ... o transe vodu num estilo novo e explosivo!

Em 2013, doze anos depois de ter começado a sua carreira como artista de world music, e em paralelo com outras colaborações no universo do jazz e da world music, Moonlight Benjamin une-se a Omar Sosa e a Jacques Schwarz-Bart. Em 2018, lança o seu novo projeto pessoal e um terceiro álbum, SILTANE, desta vez focado num género de música mais elétrica, apoiada pelo guitarrista Matthis Pascaud.

Moonlight Benjamin - voz 

Matthis Pascaud - guitarra

Marck Richard Mirand - baixo 

Martin Levebvre - guitarra e teclas

Bertrand Noel - bateria

 

 

BIO COMPLETA 

 

"Eu acabara de nascer quando o meu pai teve de me entregar num orfanato, ao cuidado do reverendo Doucet Alvarez. A minha mãe morreu durante o parto e, com mais cinco filhos para criar, o meu pai não teve capacidade para ficar comigo. Ao chegar ao orfanato, o reverendo Doucet Alvarez, fascinado pela nossa história, disse ao meu pai: "Se ela ficou viva, certamente haverá uma razão. Vou chamá-la de Moonlight. Uma luz que iluminará o seu futuro".
 
Pouco antes do meu 17º aniversário, em 1988, conheci Tinès Salvant, um cantor e guitarrista que me ajudou muito a crescer. Tudo começou com um passeio organizado pela igreja, passeio o qual me introduziu a uma nova comunidade. Aqui, para além dos estudos religiosos que eram obrigatórios, haviam muitas outras atividades como teatro, canto, jogos ou aulas de culinária. 
 
Entretanto, depois de ter cantado uma noite ao serão, Tinès Salvant sugeriu que eu participasse da gravação do seu primeiro álbum, como back vocal. Aceitei sem hesitação.
 
Este encontro encorajou em mim o desejo de escapar da igreja e da minha casa. Alguns meses depois de gravar o álbum, Salvant pediu-me para fazer uma série de shows, principalmente no norte do país. Este pedido foi, para mim, um presente de Deus, um primeiro passo em direção à liberdade. Saí de casa para fazer esta tournée e nunca mais voltei. 
 
Depois destes 8 meses, decidi voltar a Port-au-Prince, com nada mais para além de uma mala com algumas roupas gastas. Senti-me muitas vezes perdida, mas tendo provado o gosto da liberdade, não conseguia ver-me a voltar para casa. Foi nesse momento que uma amiga de infância, Dilia Remolien, me falou sobre o Voodoo, sobre a sua filosofia e crênças, algo que transformou a minha vida daí para a frente.
 
Entretanto conheci Max Aubin, um cantor e guitarrista, fizemos alguma música juntos, mas não deu em nada. Andei de estúdio em estúdio a trabalhar como back vocal para tentar ganhar a vida. 
 
Em 1996, a minha colaboração com Jean-Claude Martineau revigurou-me. Ele tinha muita experiência e começámos a fazer alguns recitais. Em 1999, ganhámos mesmo a competição Chanté Noël, organizada pelo canal Télé Max.
 
Saí do Haiti em 2002, levando comigo apenas a minha língua nativa, o crioulo, para finalmente compartilhar com o mundo a cultura de onde vim, que viveu e ainda vive em meu coração. Cheguei à cidade de Toulouse, no sul da França, para estudar música no Music'Halle. Outra vida começou, outra língua teve que ser aprendida - francês - com a qual eu já estava familiarizada.
 
Pelo meio, fui trabalhando noutros projetos, até editar o meu último álbum, SILTANE, que possui 11 faixas. Todas as canções falam do Haiti, das suas diferentes facetas, da sua evolução ou da sua falta de evolução. Quando trabalho os meus textos, muitas vezes deixo-me influenciar, sobretudo por Frank Etienne. Amo o que a sua alma transmite.
 
A escolha das letras e das músicas deste álbum é inspirada no fato do Haiti, apesar das suas dificuldades, ser um país de incrível poder. Queria uma interpretação do Haiti mas ao mesmo tempo combinar a minha música com um som mais rock para mostrar exactamente esse poder. Quando era mais nova costumava ouvir os Europe e David Bowie, mas quando comecei este projeto não percebia nada de rock!
 
As pessoas costumam falar sobre o poder da minha interpretação... Acho que neste álbum talvez se sinta mais isso pois falo mais sobre as dificuldades do meu passado, do que eu sempre tive que lutar, mesmo por coisas que até merecia.
 
E como uma mulher afirmando sua existência, é meu dever exigir respeito. Infelizmente, é uma batalha eterna para nós que somos mulheres. Ser haitiana em França tem sido um passo significativo na minha vida. O meu objetivo é continuar a criar, compartilhando e amando, em França ou em qualquer outro lugar."

 

Galeria de Imagens

Voltar

Newsletter
Subscreva a nossa Newsletter e fique a par de todas as novidades!